Enhypen: Eles têm o sonho e o amor da fãs
- Uiara Mei

- 7 de jul.
- 4 min de leitura
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Hoje irei sair da minha bolha. No início tudo era apenas uma ideia, mas no dia 4 de abril, eis que por sorte — digo sorte porque os ingressos acabavam em frações de segundos —, nós conseguimos! Entre a ansiedade e a frustração por não ter conseguido em um primeiro momento, eis que o universo disse: sim!
Eu não fazia ideia de quem era o grupo até a minha sobrinha me apresentá-los. Fui dar uma conferida nas músicas, pois, como sou da Geração X, a minha referência de fenômeno pop são grupos como Menudo, New Kids on the Block, N Sync e Backstreet Boys. Inclusive, já assisti a dois deles ao vivo.
Enfim, fui olhar os "peles de porcelana", que são friamente moldados pela indústria do entretenimento para causar uma simbiose, uma hipnotização histérica nas jovens e também nas jovens senhoras. É um mercado que vende uma ideia de sucesso, mas cujos bastidores podem ser cruéis tanto para quem os vive quanto para o seu público, que faz de tudo para estar perto e consumir tudo o que tem a marca em destaque: ENHYPEN.
O Universo dos Doramas e o K-Pop
Até o dia do show, eu só conhecia o universo dos doramas. Comecei com Playful Kiss em 2014 — na época, eu estava fazendo pesquisas de campo para a escrita de um dos meus romances — e depois foi um caminho sem volta. No entanto, eu consumia apenas as séries coreanas, e não os grupos musicais.

Para quem ainda não conhece, o ENHYPEN é um grupo masculino sul-coreano formado pela Belift Lab (uma subsidiária da HYBE). O grupo foi criado através do programa de competição I-Land em 2020 e é composto por sete integrantes: Heeseung, Jay, Jake, Sunghoon, Sunoo, Jungwon e Ni-ki. Eles estrearam oficialmente em 30 de novembro de 2020 com o EP Border: Day One e se tornaram um dos maiores nomes do K-pop mundial. Contudo, pelo que sei é que hoje são só 6 integrante, pois tiraram o Heeseung. Então, só Jay, Jake, Sunghoon, Sunoo, Jungwon e Ni-ki se apresentaram no Allianz Parque.
A Produção Coreana no Allianz Parque: Uma Análise Contemplativa
Sobre o show no Brasil, o que eu tenho a dizer da produção coreana? Foi um espetáculo limpo, mas sensacional. Acompanhei a minha sobrinha e a deixei bem à vontade para curtir esse momento tão importante para a jornada de vida dela, quando falamos de experiências humanas marcantes.
Foi um show de aproximadamente 3 horas de duração, debaixo de um frio de 13°C em São Paulo, no Allianz Parque. O que eu não havia me atentado é que esse movimento exige uma resistência descomunal: foram horas dentro do ônibus e mais horas em pé na fila. Uma verdadeira prova de triatlo cheia de desafios físicos.
Durante o espetáculo, na arquibancada, fiquei quieta, sentadinha no meu canto. Fiquei apenas observando a ação, a reação e o efeito daquela catarse coletiva. Aquele momento funcionou quase como uma ritualística. Os 6 jovens artistas superaram todas as expectativas de quem estava ali para assistir, ver e respirar o mesmo ar. Uma produção de milhões.
Como chegamos ao Show do ENHYPEN vindo do interior do RJ?
Nós fomos de excursão, uma escolha estratégica para garantir a segurança da viagem. A jornada foi organizada pela Erika Regina, do perfil @dorameirasriodasostras. Se você é do estado do Rio de Janeiro — principalmente das regiões Norte e Noroeste fluminense —, recomendo seguir esse perfil no Instagram para ficar por dentro das próximas programações de shows e eventos coreanos.
O pacote foi além da logística do Allianz Parque: incluiu também visitas culturais ao bairro do Bom Retiro e ao bairro da Liberdade (este eu já conhecia). Gostei muito da experiência de sair do meu isolamento e conhecer esse universo tão vibrante. Foi uma vivência única fora da minha realidade ordinária.
Considerações Finais: O Retorno ao Meu Eixo
No fim das contas, cruzar estados e mergulhar nessa catarse coletiva me fez perceber que, independentemente da época — seja com os Menudos nos anos 80 ou com o ENHYPEN em 2026 —, a juventude sempre precisará de um lugar para projetar seus sonhos, sua paixão e sua necessidade de pertencer.
Para mim, que prefiro o silêncio dos bastidores e a calmaria do inverno, essa jornada foi um poderoso lembrete de quão vastas são as experiências humanas. Cumpri minha missão, guardei memórias valiosas com a minha sobrinha e, agora, fecho as janelas do mundo para retornar ao meu casulo, digerindo tudo no meu próprio tempo e ritmo de pousio.
Valeu a pena cada segundo. Mas o silêncio de casa continua sendo o meu melhor lugar.
Quer continuar imersa nesse universo?
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O show do Enhypen foi um evento e tanto! Muito bom ver mais gente conhecendo o trabalho deles!