O Medo de ser Lida(o): O que as suas gavetas dizem sobre a sua escrita?
- Uiara Mei

- 13 de fev.
- 2 min de leitura

O Medo de ser Lida: O que as suas gavetas dizem sobre a sua escrita? Esse movimento de abrir armários e se deparar com o caos físico é uma metáfora perfeita para o bloqueio criativo que muitos escritores enfrentam. Às vezes, o que nos impede de escrever não é a falta de ideias, mas o excesso de "janelas abertas" e gavetas mentais entulhadas que drenam nossa capacidade de foco.
A Trava não é Vocabulário, é Exposição
Muitas pessoas chegam até mim acreditando que lhes faltam palavras, um repertório mais vasto ou o domínio de figuras de linguagem complexas. Contudo, a grande verdade — que observo através da minha intuição e sensibilidade — é que a trava com a página em branco raramente é uma deficiência técnica. O verdadeiro obstáculo é o medo visceral de ser lida(o).
Escrever é um ato de vulnerabilidade; é colocar a própria alma nua diante do olhar do outro. Quando nossas "gavetas internas" estão repletas de documentos emocionais mal resolvidos, nossa tendência natural é travar. O inconsciente cria barreiras para evitar a exposição, pois teme que, ao revelar nossa escrita, estejamos revelando as partes de nós que ainda não conseguimos organizar.
Limpando a Egrégora da Escassez
Manter energia velha parada — seja em forma de manuscritos abandonados que não nos representam mais ou em crenças limitantes sobre nosso próprio talento — alimenta o que chamo de egrégora da escassez. Essa força tenta nos convencer de que o leitor é preguiçoso e que não vale a pena entregar profundidade. No entanto, para avançar, é preciso exercer o rigor: é necessário decidir, com precisão, o que fica e o que vai para o descarte.
No meu trabalho e na minha Mentoria, utilizamos a sensibilidade intuitiva para identificar esses pontos de estagnação. Ao fecharmos as janelas de possibilidades que nos distraem e dispersam nossa energia, conseguimos finalmente canalizar nossa intelectualidade para o que realmente importa: a construção de uma voz autoral sólida e autêntica.
Organize seu Caos Narrativo
A escrita também pode ser tratada como um fundamento, uma estrutura organizada que dá forma ao etéreo. Ao limparmos as gavetas da alma e enfrentarmos o medo da leitura alheia, transformamos o ato de escrever em uma verdadeira jornada de autoconhecimento. O descarte do que não serve mais abre espaço para o novo, permitindo que a luz ilumine sua capacidade de comunicação e expressão.
Não deixe que o medo de ser lida(o) impeça sua intelectualidade de ocupar o espaço que ela merece na sua vida. Organizar o caos não é apenas arrumar papéis; é preparar o território para que sua história seja contada com a profundidade e a alma que só você possui.
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