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O que é o esgotamento emocional na prática? Para além dos diagnósticos e contextos.

  • Foto do escritor: Uiara Mei
    Uiara Mei
  • 25 de jan.
  • 2 min de leitura
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Uiara Mei

Querido leitor,

sente-se um pouco. Gostaria de ter uma conversa honesta e silenciosa com você, longe do barulho que o mundo insiste em fazer.


Sabe aquela sensação de que a sua "reserva de humanidade" simplesmente secou? Talvez você esteja atravessando um divórcio que drenou todas as suas cores, ou talvez esteja preso em uma carreira que consome seus dias sem devolver sentido. Ou, quem sabe, seja apenas o peso acumulado dessas pequenas angústias diárias que, juntas, pesam toneladas. Não importa o motivo específico; o sentimento é universal. É olhar para o espelho e sentir que não restou nada — ou, paradoxalmente, sentir tanta coisa ao mesmo tempo que o sistema trava.


O que está acontecendo aí dentro?


Muitas vezes, a gente se culpa. Achamos que somos fracos, mas a verdade é que o esgotamento tem uma anatomia própria. Você começa a sentir a erosão da empatia — problemas que antes te tocariam agora parecem distantes, do outro lado de um vidro fumê. As tarefas mínimas, como responder um simples "oi" no WhatsApp ou até o ato de tomar banho, passam a exigir a energia de uma maratona. E o pior de tudo: o sentimento de fraude. Você continua atuando, cumprindo protocolos, mas sabe que, por dentro, o palco está vazio.


Seja no cansaço de tentar ser compreensivo em um relacionamento sem troca, ou na sensação de que seu esforço profissional cai em um saco sem fundo, o ponto comum é o mesmo: você deu muito mais do que recebeu ou repôs.


O seu corpo está tentando te salvar


Quero te convidar a ver isso sob uma nova luz. O esgotamento não é uma falha de caráter ou um defeito de fabricação. É um mecanismo de defesa. Pense como o disjuntor de uma casa: quando a fiação sobrecarrega, ele cai para evitar um incêndio. O seu emocional está "desligando" para impedir que algo pior aconteça. É o seu corpo forçando o silêncio que você, por vontade própria, não se permitiu ter.


Eu vivi isso na pele. Durante muito tempo, achei que o meu esgotamento era apenas a tristeza de um relacionamento que desmoronava. Mas era mais profundo: era o colapso de alguém que passou tempo demais em alerta máximo. O contexto era o fim de um ciclo, mas a realidade era a exaustão total do meu sistema nervoso.


Como começar a "religar"?


Não existem fórmulas mágicas, apenas passos de formiga. Se você se sente assim agora, tente o básico:

  • Retirada de estímulos: Menos barulho, menos redes sociais, menos opiniões de quem não calça os seus sapatos.

  • O essencial do essencial: Volte para o corpo. Sono, água e comida de verdade.

  • O "Não" como cura: Entenda que você não tem nada a oferecer a ninguém enquanto o seu balde estiver vazio. Dizer "não" para o outro, hoje, é o único jeito de dizer "sim" para a sua sobrevivência.


Respire. Você não precisa resolver a vida inteira hoje. Se sentir vontade, compartilhe comigo como você se sente hoje, nos comentários.


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